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A história de Vanderlei Cordeiro de Lima


Atenas, 29 de agosto de 2004. Depois de 2h12min11 de maratona, o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima entra no Estádio Olímpico e é ovacionado pela multidão. Pela recepção, alguém poderia imaginar que ele havia conquistado o ouro. Mas esse homem franzino, na época com 35 anos, havia acabado de deixar para trás mais um dos muitos obstáculos que a vida colocara em seu caminho. Agredido e derrubado pelo ex-padre irlandês Cornellius Horan quando liderava a prova, no km 36, Vanderlei, longe de desanimar, fez o inesperado: levantou-se e prosseguiu, completando a prova para conquistar a medalha de bronze, um exemplo de coragem e determinação moldadas ao longo de anos de superação de contusões, desafios, adversidades.

Agencia Luz
Vanderlei, Sergio, Sonia e Fabiana podio TB2010

 

Paranaense de Cruzeiro do Oeste, Vanderlei nasceu no dia 4 de julho de 1969, embora o registro oficial aponte para o dia 11 de agosto. Sétimo filho de José e Aurora, ainda criança o menino Bodega mudou-se para Tapira, também no interior do Paraná, onde a família trabalharia como boia-fria. Correndo pelas estradas de terra que cortavam as plantações, desenvolveu o amor pelo esporte. Na hora do almoço, enquanto a meninada se juntava para disputar animadas peladas, a diversão de Vanderlei era correr. De futebol, diziam os amigos, não entendia nada. Tanto que sua função no time mirim da escola era cuidar da bola, como sebeiro.

 

Aos 11 anos, já no ginásio na Escola Estadual Castelo Branco, foi convidado pelo professor de educação física para disputar os jogos interescolares. Como incentivo, o primeiro par de tênis. Vanderlei chegou em primeiro lugar e treinar passou a fazer parte da rotina diária.  Depois do trabalho, corria cerca de 15 km do caminho de volta para casa. As vitórias começaram a se acumular, empurrando Bodega cada vez mais para o esporte.

 

Em 1985, com apenas 15 anos, conquistou o quarto lugar no Troféu Maringá e, com ele, o convite para treinar na cidade. Para se manter, trabalhava em uma fábrica de móveis, carregando madeira até as 18 horas. Depois, seguia pedalando até o Ginásio Chico Neto, de onde o grupo de atletas partia para o treino. Logo foi convidado para integrar a equipe da Associação Atlética de Maringá.

 

Em 1988, novo salto na carreira. Por meio do técnico Humberto Garcia de Oliveira, que já o observara em Maringá, veio o convite para a equipe Eletropaulo de Atletismo e, com ele, a ida para São Paulo. Na época, Sergio Coutinho Nogueira, presidente da União Esportiva Funilense, havia manifestado interesse em tê-lo no grupo. A mudança ocorreu em janeiro de 1990, quando Vanderlei disse que queria treinar na Funilense, sediada em Cosmópolis, região metropolitana de Campinas.

 

Vanderlei mudou-se com a mulher, Cleonice, para uma das casas de colonos da Usina Ester, de Sergio Coutinho Nogueira. Trabalhava como motorista e treinava nos canaviais. Em julho de 1991, Ricardo D''Angelo, técnico promissor do Projeto Futuro, juntou-se à Funilense. Na bagagem, métodos inovadores, como campings e treinamento em altitude. No ano seguinte, depois de um período de preparação na altitude de Campos do Jordão, 1.628 metros acima do nível do mar, Vanderlei conquistou o quarto lugar na São Silvestre.

 

Em 1993, já pela Funilense/Reebok, Vanderlei venceu as provas dos 5 mil e nos 10 mil metros no Troféu Brasil de Atletismo, ajudando a equipe a conquistar o primeiro de seus dez títulos brasileiro. A BM&F passou a apoiar a Funilense - legado que no futuro seria do Clube de Atletismo BM&FBOVESPA -, em parceria com o Pão de Açúcar e a Prefeitura de São Caetano do Sul.

 

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