Caso você não visualize as animações corretamente, clique aqui para fazer o download do plugin do Flash.

BM&F Bovespa

O Padrinho

Perfil


A história de Vanderlei Cordeiro de Lima


Em julho de 2000, Vanderlei seguiu para o México para um treinamento em altitude antes dos Jogos de Sydney, em setembro. A irregularidade do piso vulcânico provocou dores no calcanhar, mas Vanderlei decidiu correr a maratona mesmo assim - afinal, não sabia se teria chance de ir a mais uma olimpíada. Determinado, seguiu na prova até o fim. Cruzou a linha de chegada mancando, em 75º. Em dezembro, foi o melhor brasileiro na São Silvestre, com o quarto lugar (44min06).

Agencia Luz
Vanderlei podio TB2010

 

Chegou 2001 e Vanderlei retornou ao Japão, para a Maratona de Beppu-Oita. Muito frio, muita chuva, muita dor. Por causa das condições climáticas, sofreu forte contratura muscular na coxa. Chegou mancando, garantiu a medalha de prata (2h10min02) e caiu no chão - teve de receber atendimento médico. No fim do ano, foi sexto na São Silvestre, que correu já como preparação para a Maratona de Dong-A, na Coreia do Sul, em março de 2002.

 

Um mal-estar geral fez Vanderlei parar no km 30 na prova coreana. Seu próximo compromisso seria a Maratona de São Paulo, em julho. Em abril, sofreu um acidente que resultou em um corte profundo na panturrilha. Três semanas depois estava de volta aos treinos. Correu em São Paulo e ganhou - o tempo, 2h11min19, ainda hoje é o recorde da prova.

 

2003 seria ano de Pan-Americano. Para garantir classificação para Santo Domingo, Vanderlei teria de correr mais uma maratona em 2002. Foi convidado para Milão, marcou 2h11min26, o segundo tempo entre os brasileiros que disputavam vaga para o Pan.

 

Em Santo Domingo, o ouro pan-americano na maratona contou com um fato inesperado. Alta umidade, muito calor, asfalto abrasador e falta de informação. Líder, Vanderlei corria às cegas: nada sinalizava o percurso e ele não tinha ideia da distância que o separava do segundo colocado. No km 35, estava esgotado. Aí, na garupa de uma moto, apareceu o Arataca, técnico, membro da delegação brasileira no Pan e amigo pessoal de Ricardo D''Angelo. Arataca foi narrando a prova para o fundista, dizendo quanto faltava para acabar, qual a vantagem que tinha na liderança. Vanderlei venceu para tornar-se bicampeão pan-americano.

Arquivo Divulgação
Vanderlei - São Silvestre 2005

 

Já de olho na Olimpíada de Atenas, em fevereiro de 2004 Vanderlei seguiu para Paipa, na Colômbia, para mais um período de treinamento em altitude. Em abril, venceu a Maratona de Hamburgo, com 2h09min39 e, aos 35 anos, assumiu a liderança do ranking brasileiro da maratona.

 

Em Atenas, Vanderlei liderava quando foi atacado pelo ex-padre irlandês Cornellius Horan. "Pensei que seria morto ali, que era um atentado." Ajudado pelo grego Polyvios Kossivas, que assistia à prova na calçada, voltou à disputa. Entrou no Estádio Olímpico rindo, desenhando corações no ar, fazendo aviãozinho. Além do bronze, Vanderlei recebeu do Comitê Olímpico Internacional a medalha Pierre de Coubertin, destinada a atletas que demonstram elevado grau de esportividade e espírito olímpico.

 

"Ganhar uma medalha olímpica foi a realização de um sonho. O meu bronze foi minha maior alegria. Sei o quanto batalhei, o quanto sofri para chegar naquele momento. No pódio, não importava a cor da medalha, me senti realizado", disse Vanderlei.

PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2 | 3 | 4 | Próxima >>

Voltar à Home
Ir para o Topo
Copyright © 2010 Clube de Atletismo BM&FBOVESPA. Acesse e conheça o Instituto BM&FBOVESPA. Termos e Condições.
Content Stuff