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A história de Vanderlei Cordeiro de Lima


De ''coelho'' a campeão
Chegou o ano de 1994 e, com ele, um fato que mudaria a carreira de Vanderlei. E lá foi ele para a França, contratado para atuar como coelho na Maratona de Reims. Sua missão era ditar o ritmo da prova até o km 21, enquanto o belga Vincent Rousseau continuaria na função até o km 30. Para Vanderlei, era a oportunidade de fazer um treino de 1h30. No km 21, havia corrido apenas por 1h05. Decidiu continuar mais um pouco. No km 30, ultrapassou Rousseau. Resolveu prosseguir até o km 35, já que teria mesmo de ir a pé para o hotel, mais à frente. No km 35, sentia-se bem, inteiro, e tinha grande vantagem para o segundo atleta na prova. Faltavam só sete quilômetros. "Vou ganhar", pensou Vanderlei. E ganhou na estreia que veio por acaso, com o tempo de 2h11min06.

 

A BM&F estava selecionando destaques do atletismo para receber verba mensal e premiação por medalhas em Olimpíadas e Mundiais. Vanderlei foi escolhido. Em 1995, veio o patrocínio da Nike, com material esportivo e bônus por resultados nacionais e internacionais. No fim do ano, mais um período de treinamento na altitude de Campos do Jordão e o quinto lugar na São Silvestre.

 

Chegou 1996, ano de Olimpíada. No início do ano, Vanderlei havia corrido a Maratona de Tóquio. Ao entrar no estádio, ainda errou o caminho, mas se corrigiu a tempo de cruzar a linha de chegada em primeiro, no mesmo segundo do português Antônio Pinto, um dos favoritos. O excelente tempo de 2h08min38, recorde sul-americano da época, deu a Vanderlei o segundo lugar do ranking mundial.

 

O bom desempenho em Tóquio permitia sonhar até com pódio olímpico em Atlanta. Mas Vanderlei correu com um tênis novo, não amaciado. Acabou cruzando a linha de chegada em 47º lugar, com os pés sangrando, cobertos de bolhas. Teria sido mais fácil parar no meio do percurso, mas a determinação de Vanderlei o empurrou até o fim.

Agência Luz
Vanderlei Cordeiro

 

O ano de 1997 começou com a prata na Maratona de Dong-A, na Coreia do Sul. Depois, vieram os 10 km da Tribuna - seu tempo, 28min01, ainda é o recorde da prova - e os 10 km em Hengelo, na Holanda. Na Copa do Mundo de Maratona, em Atenas, Vanderlei teve o primeiro contato com o percurso que voltaria a fazer anos depois, na maratona olímpica, em 2004. E levou para casa a medalha de bronze na competição disputada por equipes de cinco atletas. Segundo ele, ao correr num lugar "você desenha um mapa na cabeça, feito das passadas que dá". "E o mapa fica ali. Eu vejo esse mapa de Atenas. Ele está em mim."

 

Em 1998, Vanderlei voltou a Tóquio. Foi prata na maratona, com o tempo de 2h08min31, recorde pessoal e sul-americano. Voltou também para Nova York, onde havia sido coelho em 1995. Desta vez, conseguiu o quinto lugar, com 2h10min42.

 

Vanderlei decidiu participar dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no Canadá, em 1999. Mesmo ainda em tratamento de uma tendinite, correu uma prova de preparação, em Boston, em abril.  E chegou o Pan. Vanderlei disputou a maratona com dores, o pé inchado, desempenho bem abaixo do que era capaz. Venceu mesmo assim. Na volta ao Brasil, com a medalha de ouro na bagagem, teve, no aeroporto, uma "recepção digna de seleção de futebol".

 

Ainda em 1999, o Grupo Pão de Açúcar procurou Sergio Coutinho Nogueira com a proposta de patrocinar parte da equipe apoiando atletas de alto rendimento com suporte financeiro e bonificação por resultados.

 

Em dezembro, Vanderlei voltou ao Japão, onde já era uma celebridade. Foi bronze na Maratona de Fukuoka, com o tempo de 2h08min40. Sergio Coutinho Nogueira diz que andar com Vanderlei pelas ruas estava ficando difícil. "As pessoas nos paravam a todo momento. Lá, o povo acompanha com interesse as provas de rua." Encerrou o ano com o sétimo lugar na São Silvestre.

 

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