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Após dez anos, Marílson se mantém como o não-africano mais rápido da meia-maratona


Ex-fundista correu a distância de 21,1 km em 59min33, no Mundial de Udine, em outubro de 2007: "Foi a melhor prova da minha vida"


Stephen Chernin/Getty Images
Marílson Gomes dos Santos com a bandeira brasileira: vitória na Maratona de Nova York em 2006


São Caetano do Sul - Após dez anos, o ex-fundista Marílson Gomes dos Santos se mantém como o atleta não africano mais rápido na história da meia-maratona. No Mundial de Udine (Itália), disputado em 14 de outubro de 2007, o brasileiro fez a marca de 59min33, recorde sul-americano até os dias atuais - foi a primeira vez que um sul-americano correu a distância abaixo de uma hora.

 

Marílson, que encerrou a carreira de atleta após a Olimpíada do Rio/2016 e, desde então, atua como supervisor de categorias de base da B3 Atletismo, lembra com muito carinho daquela prova. “Apesar de eu ter terminado na 7ª colocação, foi a melhor prova da minha vida. Eu realmente corri no meu 100%”.

 

O ex-fundista afirma que a permanência dessa marca, por tanto tempo, mostra o quanto ela foi relevante dentro da prova. “É surpreendente que esse resultado ainda seja o melhor entre os não africanos, porque a disputa da meia-maratona evoluiu muito. A tendência seria que ela já tivesse sido superada. Mas também mostra que é uma marca muito forte.” 

 

Em 2007, o recorde mundial da meia-maratona pertencia ao queniano Samuel Wanjiru - 58min33, obtido em Haia (Holanda) em 17 de março daquele ano. Já o recorde sul-americano era, desde 1998, de Eduardo do Nascimento (1h00min30).

 

Marílson correu o Mundial de Udine como preparação para a Maratona de Nova York - naquele ano, foi o 8º colocado, e, em 2008, venceria novamente a prova. O brasileiro, excelente fase na carreira, havia se tornado o primeiro sul-americano a ver a tradicional americana no ano anterior. 

 

“Como era um Mundial, normalmente os atletas não entram preocupados em obter marcas, mas para buscar medalhas. Também tinha muita gente, como eu, que estava se preparando para alguma maratona”, recorda. “Mas foi uma prova alucinante, com um ritmo muito forte desde o começo. Parecia que o pessoal estava buscando índice. Eu aproveitei a situação, mas até duvidei se ia conseguir terminar. Só que foi aquela prova que pegou na veia! Em termos de desempenho, foi a prova que melhor corri, entre todas da minha carreira.”

 

O campeão daquele Mundial de Udine foi o eritreu Zersenay Tadese, com a marca de 58min59. Em 2010, Tadese se tornaria recordista mundial da prova - resultado que se mantém até hoje -, com os 58min23 conquistados em Lisboa, no dia 21 de março.


A B3 Atletismo, comprometida com o desenvolvimento do Brasil pelo esporte, tem parceria com CAIXA, Prefeitura de São Caetano e Nike.



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